RAIO-X AOS CANDIDATOS PRESIDENCIAIS


João Ferreira 

 João Ferreira, licenciado em Biologia, e deputado ao Parlamento Europeu. É o candidato apoiado pelo Partido Comunista Português em Belém. Com o slogan "Coragem e confiança, um horizonte de esperança", João Ferreira apresenta-se como um candidato que quer transformar a inquietação em luta, e converter o desassossego em confiança. 

A 7 de Setembro de 2020, apresentou a sua candidatura, onde afirmou que seria um espaço de luta comum da juventude, dos trabalhadores, e do povo. João Ferreira defende o direito ao trabalho, o pleno emprego, o emprego com direitos, o aumento dos salários, o direito de acesso à habitação. É um candidato que quer reger os valores da liberdade, igualdade e esperança. Faz cumprir a Constituição, defende o SNS, a cultura, a educação, a valorização profissional. 

Um projeto de candidatura que reconhece às mulheres o direito à igualdade no trabalho, na família e na sociedade; que consagra os direitos dos jovens, dos reformados. É um projecto que se rege ao poder político, e não ao poder económico.


Catarina Rodrigues  

Alternativa Liberal, Tiago Mayan


  Tiago Pedro de Sousa Mayan Gonçalves, mais conhecido por Tiago Mayan, tem 43 anos, nasceu no Porto a 5 de março de 1977, cidade onde vive e também onde estudou. Formou-se em Direito na Universidade Católica do Porto e é advogado de profissão. É a primeira vez que está na corrida a Belém para a Presidência da República, e afirma-se como a "alternativa liberal" a estas presidenciais.

  Até à sua candidatura era desconhecido do grande público, sendo que, esta não é a primeira vez que este está envolvido na política. Tiago Mayan, sentiu-se impotente perante as escolhas políticas que existiam, e como cidadão ativo decidiu criá-las, assim como todos aqueles que não se identificam com os partidos tradicionais e nas escolhas já existentes. 

 Em 2017 apoiou Rui Moreira na campanha para a reeleição do autarca do Porto, no movimento "Porto, o Nosso Partido". Em função desse mesmo apoio Tiago Mayan é escolhido para membro suplente da Assembleia da União de Freguesias de Aldoar, Foz do Douro e Nevogilde. Pouco tempo depois, tornou-se um dos impulsionadores e membro fundador da Iniciativa Liberal, partido que o apoia nesta sua candidatura, e onde teve papel de Presidente do Conselho de Jurisdição. Atualmente está como candidato à Presidência da República Portuguesa, afirmando convictamente que este é o seu terceiro passo enquanto "alternativa liberal" na política portuguesa. Afirma apresentar a sua candidatura "para que um grande espaço político tenha em quem votar", sendo este espaço composto por liberais e outros que não se reveem nem no atual Presidente da República, nem em "populistas de esquerda e de direita". 

Define-se como sendo a alternativa aos sucessivos governos socialistas, que têm deixado os cidadãos cada vez mais dependentes do Estado, acabando assim por "limitar" um dos princípios basilares de um Estado liberal, que é voltado para a valorização da autonomia e para a proteção dos direitos dos indivíduos, garantindo-lhes assim a liberdade de terem a livre iniciativa de escolha e de ação. 

Tiago Mayan, pretende devolver ao povo aquilo que é do povo, a soberania. Propõe desempenhar as funções de Presidente da República, muito diferentemente das que o atual presidente tem vindo a desempenhar, mesmo até no relacionamento que este tem com o atual Governo. 

Deixa ainda a mensagem que irá "continuar a lutar, por um país mais justo, mais próspero e mais livre". 

Do Porto para o País, Tiago Mayan Gonçalves é o candidato liberal à Presidência da República.

Fábio Nogueira

Vitorino Silva, de Rans a Belém!
 

 Vitorino Silva para uns, Tino de Rans para outros mas um só homem, um só candidato e com 49 anos apresenta-se pela segunda vez a um lugar em Belém como Presidente da República. 

  Define-se como sendo a "voz do povo", a voz das necessidades que o aparelho governativo (de poder) ou ouve ou assobia para o lado, Vitorino Silva define-se como a "voz que integra e não exclui", contrariamente foi/é o candidato que queriam deixar para trás nos debates presidenciais realizados nas maiores cadeias televisivas nacionais, mas este não deixou de fazer a sua política, de mostrar quem é e do que é feito. 

 A sua imagem, o seu carisma não deve estar só associado por ter participado em vários reality shows (em particular ao Big Brother Vip em 2013, intencionalmente ou fazendo parte da gestão de programas da TVI, a verdade é que entrava no ar logo após a rubrica do prof. Doutor Marcelo Rebelo de Sousa), mas deve sim por este ser uma voz ativa não só de uns mas de todos os portugueses e portanto, vale (re) lembrar a sua vida política. Com apenas 22 anos, tornou-se presidente da Junta de Freguesia de Rans, em Penafiel, durante 2 mandatos (8 anos) enquanto esteve ligado ao Partido Socialista, sendo reeleito quatro anos mais tarde para o mesmo cargo. Já no de ano 2016, funda o partido RIR (cuja sigla significa, Reagir, Incluir, Reciclar) tendo cumprido os requisitos necessários para a formação de um partido político (o qual deve obter um mínimo de 7500 assinaturas) e perante o Tribunal Constitucional. 

 Após a fundação do partido, o próximo passo a dar seria concorrer para as eleições presidenciais nesse mesmo ano e novamente estava o Vitorino Silva em frente do Tribunal Constitucional já com as assinaturas necessárias para que a sua candidatura fosse aceite (estando estes requisitos presentes no artigo 124.° da Constituição da República Portuguesa). 

  Sobre os resultados eleitorais, Vitorino Silva não foi além da sexta posição com 152.000 votos. Mas não ficaria por aqui, três anos depois, as eleições legislativas tornaram-se na próxima aposta e mais uma vez sem o efeito desejado, não alcançou mais de 36.000 votos, ficando assim atrás de todos os partidos com assento parlamentar. 

 Não se deixando desencorajar pelos resultados que obteve, continuou a revelar que o partido RIR veio para ficar e não apenas em épocas de eleições. Hoje, Vitorino Silva concorre para as presidenciais com a mesma presença, com um discurso repleto de metáforas e analogias, não se dirige às elites mas ao povo e mesmo tendo um percurso idiossincrático dos restantes candidatos, Vitorino Silva mantém a sua postura e as suas raízes humildes que resultam no carisma a que tanto estamos habituados de ver. Vitorino Silva não constrói muros entre cidadãos e sim calçadas que unem todos os portugueses.


Duarte Ferreira

Marisa Matias, a candidata que dá voz a quem mais precisa.


 Marisa Matias, socióloga e deputada ao Parlamento Europeu. Começou a trabalhar aos 16 anos para pagar os estudos e ajudar a família; fez limpezas, serviu às mesas. Todo o seu percurso académico foi feito enquanto trabalhadora estudante. Desde 2009 que tem desenvolvido um excelente trabalho como eurodeputada, tendo também já ganho o prémio de eurodeputada do ano na área da saúde. Combateu os medicamentos falsificados, desenvolveu uma estratégia de combate ao Alzheimer's e outras demências, propôs resoluções relativas ao cancro e HIV-SIDA, fundou um grupo de trabalho sobre a diabetes, ajudou no aumento de apoios ao trabalho científico e à atribuição de bolsas no quadro do financiamento europeu, foi co-autora do Relatório sobre a Igualdade de Género e as Políticas Fiscais, esteve presente na prevenção da violência contra os povos indígenas do Brasil, esteve presente nas ações e mudanças climáticas, entre outras coisas. Candidatou-se à PR no mandato anterior, onde se tornou a mulher mais votada nas eleições presidenciais com 10,12%.

  Apresentou esta sua segunda candidatura a 9 de Setembro de 2020, onde disse que seria a candidata contra o medo. Marisa começou com um discurso forte onde apoia a coragem de quem cuida dos outros, aqueles que têm estado na linha da frente desde o início da pandemia.     Marisa defende o emprego, o aumento do salário mínimo, a habitação, o fim da precariedade, o SNS, as leis e direitos laborais, a educação, a transição energética e a transição climática, os animais. Marisa é a candidata que não deixa ninguém para trás, é democrata, é feminista, é antiracista, é antifascista, é anticorrupção, é a candidata que luta pelos direitos LGBTQI+. É a candidata da igualdade. A candidata que defende os valores e respeita os direitos humanos, a candidata da força e da solidariedade. A candidata dos jovens.


Catarina Rodrigues

Marcelo Rebelo de Sousa

 
 
De estilo inconfundível é impossível passar despercebido. O seu mandato tem sido um verdadeiro Reality Show. Num bom sentido felizmente, em pleno século XXI faz todo o sentido este estilo de ação mais interventiva.

Estamos em plena Era da Comunicação. A política não se pode petrificar, tem de se reinventar e adaptar-se ao século XXI. Apesar das críticas foi nitidamente um mandato meritório em muitos aspetos. Existem várias proezas que esta personalidade conseguiu alcançar:

- Desconstruiu a imagem dos políticos profissionais distantes do eleitor e que apenas pretendem vencer eleições. Através da distribuição de afetos e selfies com meio mundo conseguiu uma rara aproximação entre o senso comum e a figura mais alta da nação, algo nunca alcançado. Concretizou aquilo que muitos se queixavam e consideravam impensável um político conseguir. Pedem-nos distanciamento social e foi justamente isso que sempre se tentou contrair no panorama político. Marcelo conseguiu fazê-lo como nunca ninguém tinha feito. Parece quase um Deus omnipresente.

- É alguém como tantos outros, de carne e osso, com os seus hábitos e particularidades, como tal tem vida para além da presidência para choque de muitos.... É, possivelmente, o Presidente mais carismático e querido pelos portugueses por ser tão genuíno. Alguns vêem nele um espelho daquilo que são, outros aquilo que gostariam de vir a ser. Os seus críticos invejam-no por ser inimitável.

Muitos acusam-no de ser «o apurador», que afirma constantemente em casos polémicos: "temos que apurar responsabilidades", isso tem gerado muita indignação, é certo, mas Marcelo não se pode substituir aos tribunais nessa finalidade, quem pede o contrário não sabe o que está a pedir e mal suspeita do perigo que isso seria. Uma pessoa só a definir sentenças é claramente uma afronta ao estado de direito democrático assente na tripartição de poderes. Pior, quem diz que tem sido cúmplice do governo, exagera. Não queiram um Presidente inimigo do governo. Nem muito menos um adversário, o objetivo é que seja um árbitro. Que por vezes não faz qualquer reparo e outras "apita" passando um cartão amarelo ou mesmo vermelho.

As eleições que se aproximam serão tudo menos um passeio no parque, será uma viagem de montanha russa bastante atribulada onde se verá cercado de ambos os lados com populismos rasteiros que não olham a meios para atingir fins. Será que conseguirá vir a ser o Presidente-Rei com uma percentagem estrondosa?


João Pedro Canário 

Ana Gomes
 Detentora de uma coragem inegável, dá verdadeiras pedradas num charco por vezes estagnado onde muitos anti-corpos emergem sempre que abre a boca. No entanto, a sua linha de intervenção resvala muitas vezes para o populismo: dá prioridade às suas crenças pessoais mal fundamentadas ao invés dos factos. Estes dois conceitos são inimigos um do outro. A cultura do «achismo» não é benéfica para a democracia. É fundamental a existência de dados, factos e fundamentação. Certezas daquilo que se está a dizer. Muitas vezes nada disso acontece...

Ana Gomes até pode ser importante enquanto opinião pública que escrutina o poder, uma voz de protesto, mas nunca como futuro órgão de soberania. Irá destabilizar a dinâmica da democracia representativa quando lança suspeição sobre tudo e todos achando-se detentora de verdades absolutas. Mais, ao afirmar que Marcelo é o candidato do regime deixa no ar que é candidata para instituir outro que não este. Sejamos claros, só existem dois tipos de regime: democrático e não democrático. Que haja um forte contraditório nos futuros debates para desmistificar o seu projeto.

A sua popularidade não está ao nível do atual Presidente, isso é algo evidente. Já exerceu cargos políticos de relevância, mas o seu protagonismo enquanto comentadora é algo secundário. Uma coisa é garantida: será importante para federar a esquerda, afirmando-se como uma alternativa perante o panorama existente. 

 André Ventura

 De língua afiada, gosta de arriscar nas palavras. A convicção das suas afirmações roça, na maioria das vezes, o oportunismo. A sua ambição desmedida não olha a meios para atingir fins. Pega na angústia dos outros e faz disso uma indústria. Sabe perfeitamente como seduzir o típico eleitor descontente que engrossa a abstenção. Descobriu que havia um lugar vazio e ocupou-o. Agora vale tudo...

Implementou a política do espetáculo sensacionalista: 1 deputado contra 229, onde tem palco para a política da vitimização, da gritaria, do baixo nível, da falta de educação, do insulto barato, do cataventismo onde defende não aquilo em que acredita, mas sim o que lhe dá mais protagonismo. Diz uma coisa só até lhe ser conveniente outra. Um discurso vazio, fácil e incendiário. Permanentemente a destruir tudo sem traçar uma alternativa construtiva para algo. As típicas soluções simplistas para problemas complexos. Acima de tudo, vende soluções que não resolvem os problemas. Isto tem um nome: populismo.

O objetivo do Chega parece ser destruir o sistema sem qualquer plano coerente e bem delineado para o substituir no futuro. O atual sistema, por mais defeitos que tenha, não precisa de ser extinto, precisa sim de ser alvo de diversas reformas. Com propostas bem arquitetadas e com fundamento legal. Será que os "cheganos" querem políticos que falem como taberneiros a defender propostas ridículas? Parece que adoram uma explicação estúpida, simples e generalizada à qual possam aderir rapidamente. Acredito que muitos dos votantes do Chega não votem por convicção, mas sim por revolta. É facílimo debitar uns bitaites ali na tasca da esquina. Difícil é fazer diferente e melhor. Soluções concretas e exequíveis são até agora zero. Será esta a direita pimba que queremos?!

O pregador Ventura é um político profissional e disso não haja dúvidas. Possui defeitos muito idênticos aqueles que critica: é incoerente, descaradamente mentiroso e está rodeado de gente duvidosa. Igualmente grave são as constantes evocações a Deus afirmando que recebeu uma missão divina ou, até que é o 4ºpastorinho de Fátima. Na política raramente vale a pena inventar Messias salvadores da pátria, porque as pessoas como seres humanos que são, falham. Sempre... é escusada esta falsa superioridade moral.


João Pedro Canário  

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