Comunicação política a corda essencial entre a sociedade e a política
Aquando da gestão política, talvez não exista nada mais importante do que a capacidade de comunicação.
Queremos passar uma mensagem e precisamos da atenção essencial e da retenção de informação por parte de quem nos ouve. Para tal precisamos de ter uma boa capacidade de comunicação política. Uma característica cada vez mais importante na vida de quem faz esta comunicação é, sem dúvida, os media e a forma como existe uma diversidade de conteúdo disseminado. Podemos então afirmar que os novos media podem fomentar a construção de uma comunidade que transcende os limites físicos por meio dos extensos recursos de rede - criando até mais visibilidade, novas oportunidades, e aumentando a capacidade de mais vozes serem ouvidas. No entanto, a comunicação política nos media também se pode tornar perigosa - através da partilha de informações falsas, da manipulação, e dos conflitos.
A comunicação política está em constante evolução, existindo teorias e paradigmas da mesma que nos permitem olhar para a comunicação política como uma estratégia e uma ferramenta para a facilidade e proximidade política.
A esfera pública é uma expressão e uma contribuição para campos de força, e isto é ainda mais verdadeiro quando consideramos as suas manifestações na Internet. É aí que encontramos a verdadeira "vanguarda" da esfera pública, o domínio onde ocorrem os desenvolvimentos mais intensos.
A comunicação política é uma corda que interliga o orador a quem está a ouvir, sem ela o debate politico perde muito da sua importância. Para alguns, a comunicação política é um instrumento de manipulação que influencia a democracia e as massas. Para outros, a comunicação política é a única forma democrática de garantir essa mesma ponte de passagem de informação. Existem 3 aspetos fundamentais de uma comunicação política durante um período eleitoral: material, que diz respeito à organização técnica da campanha eleitoral como um processo racionalizador, limitado no espaço e no tempo, tendo um objetivo bem definido. A sua semiótica, como momento que permite construir a longo prazo o vínculo, com o que é qualificado como "corpo eleitoral". Há ainda as ações de comunicação realizadas durante a condução do processo eleitoral. Neste caso, examinar como as pesquisas de opinião são mobilizadas como estratégias de influência, conquista ou mesmo manipulação.
Catarina Rodrigues